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Casa das Caldeiras

Casa das Caldeiras um patrimônio cultural que oferece eventos diferenciados.

arte, território, patrimônio. e agora pessoas.

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sobre o nosso apiário

sobre o nosso apiário

Taís Cabral e Karina Saccomanno - out/nov 2018

A potência da vida que habita pequenos lugares, plantas que crescem em mínimas fissuras do terreno/concreto, é uma imagem que “ilustra” a resistência/presença da natureza em meio ao ambiente cultural criado nos ambientes urbanos / onde parece que não deveria estar / a natureza aparece nos lugares inesperados.

A natureza está sempre presente, nós é que nos damos conta de maneira surpreendente, como estivésssemos alheios e a parte.

Um olhar apreciador sobre os lugares que vivenciamos pode trazer um conhecimento sobre as potencialidades dos recursos naturais que existem e coabitam os lugares onde vivemos.

Na Casa das Caldeiras é possível observar a presença de plantas e de abelhas sem ferrão, abelhas nativas brasileiras convivendo no espaço, e mesmo instaladas em colmeias construídas entre aberturas no muro de alvenaria de tijolos, entre a vegetação lá presente, ao longo do tempo, em seu trabalho quase invisível aos nossos olhos, numa dimensão mínima.

Preservar e regenerar a população de abelhas, que já convivem em harmonia com as pessoas, nos espaços mais triviais, é uma maneira de tornar os ambientes mais saudáveis e nos percebermos parte deste processo natural de resistência.

Como uma alternativa criativa para conservar e aumentar as populações de abelhas nativas mesmo em pequenos espaços, escolhemos iniciar a criação de um mini apiário na passarela que se encontra na parte de trás do terreno, por onde passa a linha do trem – descortinando mais um lugar de “mirar”, e, conectando a Casa das Caldeiras com a paisagem da cidade.

A partir da análise das necessidades das abelhas sem ferrão, escolhemos as plantas propícias e criamos um viveiro a fim de obter diversas florações durante o ano.

(Notamos como o lugar já se modificou, criando um ambiente diferenciado, mais propício inclusive para uma nova convivência).

(As pequenas abelhas atuam na polinização de plantas nativas que outras abelhas não “visitam” e sua pequena dimensão permite intervir inclusive nas menores flores).

Para o mini apiário, escolhemos caixinhas de madeira para captar os enxames. As caixinhas “imitam” o padrão natural, podem ser compradas ou feitas a partir de projetos já formulados.

(Também é possível usufruir da produção de mel e tornar comercialmente viável, se fosse esta a intenção).

Pensamos que essa é uma maneira de entender melhor os processos da natureza e atuar na preservação das espécies, para a permanência da vida em harmonia, apesar e além da vivência urbana limitada a pequenos espaços/resquícios/recursos remanescentes da natureza.

É possível escolhermos ser também nós, abelhas sem ferrão, e seguirmos criando e produzindo sem estarmos constantemente nos defendendo dos ataques externos, podemos seguir resistindo na nossa criação e produção diária, aproveitando frestas e espaços, compartilhando conhecimento para nos multiplicar e nos espalhar pela cidade. Uma forma poética de existência possível e essencial para a nossa humanidade.

(A colaboração de todos que convivem com o espaço também é fundamental e torna-se uma dinâmica diferenciada: é preciso cuidar, regar as plantas, cuidar da permanência da vida em convivência).

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