A Casa das Caldeiras trabalha fundamentalmente para a valorização do patrimônio histórico.
Em 2005, a ACCC – Associação Cultural Casa das Caldeiras foi criada para implantar e desenvolver uma ocupação artística e cultural para o espaço Casa das Caldeiras, através de um plano de ocupação múltipla que valorizasse também o talento do espaço para os eventos.
Hoje, a Associação Cultural Casa das Caldeiras – ACCC, resgata a fun- ção original do edifício para gerar energia para as artes e a sociedade. Como uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, a ACCC trabalha para criar um centro de fusão energética das artes, social e cultural; um terreno fértil para os artistas, pesquisadores, a sociedade civil, as instituições públicas e privadas produzindo novas perspectivas de atuação e protagonismo sócio-cultural para a cidade e o Brasil.
A ACCC trabalha em parceria e em cooperação com diversas estruturas – organizações públicas e privadas, ONGs e produtores culturais, instâncias políticas internacionais e consulares, em rede, para desenvolver seus projetos e multiplicar suas ações, ampliando as possibilidades. Em 2008 iniciou-se a implantação de projetos que contemplam e interagem com as noções de diversidade, complementaridade e transversalidade, na área das artes e no exercício da cidadania.
A temática abordada compõe-se de um trinômio que traduz integralmente os objetivos da ACCC – ARTE / TERRITÓRIO / PATRIMÔNIO.
O Projeto Cultural Anual da ACCC é norteado pela articulação entre programas e atividades, onde os interlocutores se tornam responsáveis pelo intercâmbio cultural, pela produção artística no local, pelas intervenções com o território e diálogo com o patrimônio, propiciando a interação e participação do público e gerando reflexões sobre o contexto cultural.
Os programas conduzidos pela Associação Cultural Casa das Caldeiras – ACCC são: o programa OBRAS EM CONSTRUÇÃO de residência artística, o programa RESPEITO de intercâmbio e difusão de ações sociais e o programa TODODOMINGO de visitação monitorada ao espaço com uma programação artística aos Domingos.
Em 2012 a ACCC introduziu um Projeto de Residência Formativa com o nome de CASA DO APRENDER, elaborado por Carminha Brant e Patrícia Mendes juntamente com a equipe da associação. A Casa do Aprender constitui-se em lócus de inversão metodológica onde a aprendizagem ocorre a partir da experimentação, movida pela intuição, saberes vividos e pesquisa focada em novos conhecimentos. O projeto teve início a partir do estudo com os adolescentes de duas escolas públicas da rede estadual.
Edifício fabril da década de 1920, construído para abrigar caldeiras vindas da Europa que produziriam energia para todo o parque industrial que se erguia pelas mãos do Conde Francesco Matarazzo, numa área de aproximadamente 100.000 m2, onde a proximidade das linhas de trem privilegiava o recebimento de matéria-prima e o escoamento da produção.
Foi tombado em 1986, pelo CONDEPHAAT e IPHAN, como edificação remanescente das IRFM – Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.
Espaço monumental de alvenaria de tijolos possui três enormes chaminés, um pé direito altíssimo para abrigar imensas caldeiras que hoje são como grandes esculturas que contam estórias de tempos passados. Representante da história da industrialização e desenvolvimento da cidade de São Paulo.
O edifício foi restaurado em 1998-1999 quando então se revitaliza com um novo uso e volta a participar dos acontecimentos e do desenvolvimento da cidade, como um espaço especial para as celebrações e os eventos sociais, institucionais, artístico-culturais.
Foi no Bairro da Água Branca, que as IRFM instalaram-se no início da década de 20, como o primeiro Parque Industrial com noção de vertilicazação da produção. O ramal ferroviário interligado a área de produção constituiu um dos determinantes para a sua localização.
Os edifícios Casa das Caldeiras e Casa do Eletricista faziam parte deste parque e são as únicas construções que remanesceram do complexo que produziu sabonetes, álcool, óleo vegetal, vela, possuía mecânica e fundição, sacarias, etc.
“O complexo industrial da Água Branca marca a expansão espacial das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM) na cidade de São Paulo e sua implantação se insere em um contexto de diversificação das atividades industriais do grupo. Até então, as IRFM concentravam-se na zona leste da cidade de São Paulo e restringiam-se à produção de farinha e tecidos. As indústrias da Água Branca ocupavam um vasto terreno de 113.721, 00 m2, onde a área construída ultrapassava 96.000, 00 m2. Os diversos setores do complexo industrial eram interligados por passarelas internas e escoavam sua produção por uma linha de trem própria, ligada à Estrada de Ferro Sorocabana.”
A Casa das Caldeiras tem recebido eventos dos mais variados desde seu restauro. Já são quase 15 anos de atividade e sucesso.
Os eventos se beneficiam da simbologia que o edifício carrega, proporcionando uma experiência única a cada convidado. A Casa das Caldeiras proporciona um diferencial a todos os eventos que recebe.
São 3 chaminés monumentais, 2 caldeiras remanescentes, túneis que levam ao interior das chaminés e um salão principal com um pé direito de mais de 9 metros de altura e grandes janelas, tudo carregado de muita história.
A rusticidade, a textura das paredes de tijolos, os elementos escultóricos das caldeiras revelam tubos e constroem imagens. O cenário está pronto! Basta preencher os espaços com o seu evento.
Com um atendimento personalizado, você pode contar com a ajuda da nossa equipe para realizar os seus sonhos e viabilizar o seu projeto.
A Casa das Caldeiras está conectada a cidade e às questões contemporâneas ao mundo em que vivemos. Trabalha com ética e transparência e se preocupa com os impacto. Desde 2008 trata todo o esgoto produzido, regando o jardim com água de reuso.
LABORATÓRIO ARTÍSTICO E SOCIAL:
PRODUÇÃO DE ATIVIDADES CULTURAIS, SOCIAIS E DE FORMAÇÃO
LOCAL DE CELEBRAÇÃO E REUNIÃO







