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Casa das Caldeiras

Casa das Caldeiras um patrimônio cultural

arte, território, patrimônio. e agora pessoas.

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o bairro Pompéia

o bairro Pompéia

- história do bairro -

http://www.saopauloinfoco.com.br/a-suica-paulistana-a-historia-do-bairro-da-pompeia/

:: texto retirado do site São Paulo in Foco::

Até o final do século XIX a cidade de São Paulo era composta, prioritariamente, por chácaras. Tais espaços eram comprados pela elite paulista e cumpriam a função dupla de ser um local para produção agrícola e, também, a residência dessas pessoas. Com a chegada dos anos de 1900 e, também, com a mudança da cara da cidade de São Paulo, foi preciso lotear e vender essas chácaras com o objetivo de industrializar a cidade.

É exatamente nesse período, entre os séculos XIX e XX, que começam a surgir os bairros mais antigos da nossa cidade. Na década de 1910, Rodolpho Miranda, dono da Companhia Urbana Predial, compra uma grande porção de terras entre a Água Branca e a Lapa visando a construção de um bairro para a classe média paulista. Em homenagem à sua esposa, Aretusa Pompéia, Miranda resolveu batizar o loteamento da Villa Pompéia. Vale, também, a curiosidade de que, pela altitude da região, seu ar puro e clima ameno, Rodolpho apelidou a Villa Pompéia de “Suíça Paulista”.

O Povoamento Do Bairro

A Pompeia, inicialmente, foi povoada por italianos, portugueses, húngaros, espanhóis e franceses, formando uma multicultura na região. Essa miscigenação só aconteceu por devido à malha ferroviária que corria junto ao Rio Tietê.

Diversas empresas se instalaram na região e, com isso, os operários começaram a morar no seu entorno. As empresas mais importantes a se fixar no local foram: Indústrias Reunidas Matarazzo, Fábrica de Vidros Santa Marina, a Companhia Melhoramentos, o Curtume Franco-Brasileiro, a White Martins e a Fábrica de Tambores dos Irmãos Mauser.

A partir da chegada dessas empresas, o bairro da Pompeia se tornou multitarefas, com seus moradores se tornando especialistas em vários ofícios. A maior dificuldade nessa década de 20 era, como hoje, os transportes, que obrigavam os trabalhadores a andar vários quilômetros por dia para cumprir suas obrigações e voltar para casa. Essas longas distâncias, aliás, abriram uma brecha para novos modelos de negócio na região.

Como o bairro, naquela época, era muito distante das zonas mais desenvolvidas, como o Centro e a Lapa, diversos serviços faltavam por ali. Não era comum ver empórios, pequenas lojas, armazéns e, até mesmo, barbeiros trabalhando por ali. Com a chegada das indústrias e o aumento da população da região, esses serviços lentamente foram chegando e começaram a melhorar a situação da localidade.

Os imigrantes que chegavam à região possuíam, em sua maioria, habilidades manuais bastante desenvolvidas e, assim, começaram a construir suas próprias residências. Diversos e belos palacetes surgiram na região, sempre tendo como base a influência arquitetônica apresentada pelas casas da Avenida Paulista.

A influência da família Matarazzo mereceria um capítulo à parte na história da Pompeia já que, nesse importante bairro, a principal indústria daquele império foi erguida no terreno onde hoje está o Shopping Bourbon, lugar em que até o meio dos anos 90 ficava o Shopping Matarazzo.

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