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Casa das Caldeiras

Casa das Caldeiras um patrimônio cultural que oferece eventos diferenciados.

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diário do manual #45

diário do manual #45

coisa de adulto

coisa de adulto

Dizem por aí que existe “coisa de adulto”, “coisa de criança”, “coisa de gente mais velha” “coisa de gente mais nova”, de gente grande,...

Mas será mesmo que tudo deve ser sempre dividido e colocado nestas caixinhas de forma quadrada? Será que nós não perdemos um tanto de boas experiências quando nos deparamos com estes limites pré-estabelecidos?

Existem mesmo coisas que são só de adultos e coisas que são somente de crianças?

Quando é que deixamos as coisas de criança para trás para nunca mais revisitarmos? E o que dizer de uma sociedade que não brinca como as crianças e não cria novas formas de conviver?

Claro que existem coisas que não são de forma nenhuma apropriadas para o universo infantil. E nós, pais e cuidadores, devemos ser valentes na proteção incessante das nossas crianças, para que elas não sejam expostas a situações impróprias, de vulnerabilidade, risco, perigo, descuido, de violência, insalubres, ... Assim como também nós mesmos podemos evitar nossa exposição desnecessária a muitas destas situações.

Mas existem muitas outras coisas que merecem romper essas barreiras de idade. Coisas de criança que podem ser saboreadas pelos adultos por exemplo, para assim pensar nas coisas presentes no nosso dia a dia e olhar pra elas com mais afeto e poesia.

O nosso convite é: vamos romper com alguns comportamentos engessados e deixar fluir a nossa energia vital, desobstruir canais e abrir os olhos para liberar a nossa curiosidade e deixar crescer vontade para os sabores da vida, assim como faz tão bem uma criança.

Afinal, olhos abertos de uma criança são capazes de enxergar o que um adulto já não enxerga: - Uma formiguinha construindo um formigueiro, um botão de rosa a abrir, uma folhinha que nasce no meio do concreto...

Com olhos curiosos as crianças enxergam um elefante desenhado pelas nuvens, um animal alienígena que se esconde em um amontoado de moitas, um ser ancestral no tronco de uma árvore.

São esses olhos curiosos que liberam muita imaginação , de criar, de conceber.

Este é um convite para experimentar sentidos, redescobrir e perceber o mundo de forma mais leve e divertida.

Você, às vezes, acha que o tempo passa correndo, não é?

Talvez porque a gente corra contra o tempo, o tempo todo. Mas se aprendemos a “perder tempo” - no melhor dos sentidos da expressão - como fazem as crianças, a gente pára o mundo um pouquinho, e assim damos atenção ao que estamos vendo, sentindo e percebendo...

Temos pressa? Sim! Mas na pressa podemos nos manter presentes, apreciando tudo.

Acordar cedo e ver o dia chegar, a mudança da luz que entra pela janela, fazer o café da manhã com carinho, sentir o aroma encher a cozinha e ir despertando os sentidos. Tomar um banho gostoso.

“Lá em casa, tem passarinho cantando e cachorro latindo, e na sua?”

No caminho pro trabalho ou pra escola, talvez uma música e um sorriso. Hoje fiz uma palhaçada e sorri pra uma pessoa que estava andando ao meu lado. Recebi um sorriso de volta, e foi bom!

Nas Vivências que realizamos, seja com famílias, seja com profissionais, sempre fazemos um convite: “Vem estar presente, vem compartilhar, perceba tudo de forma diferente, brinque, solte o corpo, …”

O corpo é parte essencial: como ele se move, como ele sente o movimento, quais estímulos proporcionam quais sensações, escutar sons, sentir cheiro, relaxar, se perceber no coletivo.

As crianças fazem tudo isso e aprendem muito. Mas também tem criança que chega de cara fechada… “coisa de adulto”. Então ela vai se permitindo estar, vai se soltando, e, de repente, também igual adulto, compartilha abraços e risadas.

“Se alguém, um dia, separou

Menino e menina, adulto e criança

A gente junta tudo de novo

O que importa é entrar na dança”

Descobrir coisas estranhas no mundo e virar um pesquisador maluco para entender e revelar o que está invisível. Eu descobri um sorriso numa cara amarrada. Hoje estou pensando em descobrir um caminho diferente para voltar pra casa. Em tempos de Waze, se perder pode ser divertido!

E aprender e transitar entre as “coisas de criança” e as “coisas de adulto” está no corpo e na convivência. Precisamos estar em estado constante de aprendizado para continuarmos sendo… sendo o que? Criança ou Adulto? Quem sabe os dois ao mesmo tempo! 

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