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Casa das Caldeiras

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Diário do Manual #43

Diário do Manual #43

Cuidar é observar!

Cada um de nós, à sua maneira, cuida das pessoas que ama. O instinto de cuidar é o que leva a nos entregarmos para proteger de diversas formas. Aliás, não só entre os seres humanos, mas até no reino animal, esse instinto do cuidar está presente.

Cuidar é colocar o outro no centro da nossa atenção. É estar conectado com o outro para ajudar, motivar, dar um afago, proteger.. criar formas de colaborar com os avanços, com os crescimentos, formas de lidar com o que é fácil e também com o que é difícil na vida.

Mas para dar apoio à alguém, é necessário um equilíbrio. Quando você cuida de uma plantinha por exemplo, você tem que ter a medida certa do quanto de água irá dar pra ela. Se for um tantão de água exagerado, ela vai morrer. E se for água nenhuma, ela vai secar. Como saber? Observar!

Antes de CUIDAR de quem amamos, precisamos primeiro OBSERVAR. E para observar, é preciso estar inteiro no convívio. Cuidar no presente é ESTAR PRESENTE. Observar a pessoa amada, entender contextos, acompanhar o desenvolvimento e assim se doar naquilo que é bem-vindo e necessário.

O Amor, com A maiúsculo requer caminho e aprendizado. Ele não nasce com a gente. Aprendemos a Amar com a vida e com as relações. O AMOR também deve ser cuidado.

Cuidar requer ajustes e atenção, para encontrar a medida certa.  Atenção exagerada pode sufocar e pouca atenção, torna o outro invisível. É preciso conhecer o outro, entregando a ele, em forma de cuidado, aquilo que é bom ou aquilo que está em falta, o que é escasso, aquilo que ele tem vontade de receber... e para aprender e compreender as necessidades do outro, das básicas até às mais complexas, só nos resta OBSERVAR.

Cuidar de um filho, uma enteada, um irmão, a avó, uma tia querida, um amigo, companheiro e até nossos pais… para cada um, o cuidado deve ser de um lugar diferente, que considere a necessidade da pessoa que recebe este cuidado.

Para um filho cuidamos do dia-a-dia, para um amigo, cuidamos da palavra dada, para uma tia, empatia, para o avô, ouvidos, para o companheiro amado, tempo,... assim vamos elegendo qual vai ser a forma de cuidar específica para cada pessoa que nos cerca.

Cuidamos também das relações, seja com um telefonema, uma lembrança, um pedido de perdão, um carinho, um abraço. Cuidamos dos processos. Atuando no coletivo, percebemos como cada um pode participar, compartilhar, se desenvolver.

E como sociedade, devemos cuidar dos desequilíbrios, do que falta e também do que sobra. Enquanto habitantes do mundo e como parte integrante de uma natureza que adoece, podemos cuidar prestando atenção nas nossas ações e como elas impactam ou transformam.

Segundo Brotchie e Hills (1991), o cuidar, além de uma atitude de amor e interesse por outra pessoa, é geralmente considerado um atributo positivo – um sinal de comportamento maduro e civilizado. A capacidade de uma sociedade cuidar de seus membros menos afortunados é a marca do seu desenvolvimento.

Tudo isso se revela em cuidado. E tudo isso precisa acontecer de forma equilibrada.

Podemos dizer que CUIDADO é também PREVENÇÃO. É escolher a dose certa do remedinho que escolhemos dar, para que os efeitos sejam bacanas para quem o recebe. E o equilíbrio para esta dose certa, vem de dentro de nós mesmos. Para cuidar do outro, de forma consciente e responsável, precisamos estar saudáveis e também cuidados.

“O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.” - Mário Quintana

Vamos pensar no dia a dia de uma família:

A vinda de uma criança na família requer cuidado. Seja com a criança que chega, com o ambiente que a acolherá, com as relações que se transformam e também cuidado entre as pessoas que fazem parte da família e da convivência.

Cuidar do irmãozinho que perde o trono, do cachorro ciumento, do pai que aprende com a ajuda da mãe a participar, dos avós que precisam conhecer seu espaço de cuidado. Cuidar da mãe que também é mulher. Todos devem ser incluídos nos cuidados para compartilhar o que tem de melhor e para aprender.

E cada pessoa tem um tempo de aprendizado. É preciso exercitar a paciência e esperar o tempo de cada um experimentar, vivenciar o que for preciso para avançar nos aprendizados da vida.

A nossa aprendizagem vem da percepção das consequências positivas e negativas de nossas ações. É preciso tentar para aprender. Além disso, quando nos deparamos com dificuldades, precisamos pensar e criar maneiras para solucionar problemas. Isso nos faz contrair a capacidade criativa. Aprender com nossas próprias experiências, para conseguirmos lidar com os desafios deste nosso mundo no futuro.

Se o indivíduo não puder lutar pelo que quer, se houver sempre alguém amortecendo esta dificuldade, como então ele poderá se sentir vitorioso diante de uma conquista? Ou se sentir corajoso e confiante para seguir adiante, desbravando o mundo?

Crianças, adolescentes, adultos e até idosos precisam ser estimulados a procurar suas próprias respostas, para que sejam capazes de resolver por si mesmos as questões da vida, exercitando a comunicação, expressando suas opiniões e tendo iniciativa. Saber disso é CUIDAR e requer AMOR.

Sempre é possível e sempre vai dar certo?

É claro que não! Mas esta é a graça de viver!

Conversar, exercitar a troca, a confiança, permitir que a outra pessoa mostre que sabe o que fazer em algumas situações, mas que em outras não faz a menor ideia, mas vai tentar.

Cuidar deste aprendizado é importante, muitas conquistas exigem esforço e dedicação por vezes seguidas. E muitas coisas simplesmente não estão no nosso controle.

O Diário do Manual de hoje te convida a experimentar o cuidado, com mais atenção e consciência. Dizer sim e dizer não. Estar junto, estar ao lado, mas dar espaço e liberdade, permitir o erro para deixar o aprendizado surgir.

Deixar que a pessoa desenvolva suas habilidades pessoais e sociais, praticando ser uma pessoa que percebe, observa e colabora com o grupo, com o colega, alguém que é proativo, que se coloca no lugar do outro, compreende, e assim por diante.

Cuidar das pessoas que você ama para que elas estejam confiantes, felizes e satisfeitas com si mesmas e com a vida. Quem não quer este tipo de cuidado para si?

 

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