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Casa das Caldeiras

Casa das Caldeiras um patrimônio cultural que oferece eventos diferenciados.

arte, território, patrimônio. e agora pessoas.

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Diário do Manual #41

Diário do Manual #41

A CASA onde habito

A nossa maneira de morar, a nossa moradia, a forma como moldamos os nossos espaços de convivência e as nossas relações, podem definir a visão que temos de uma vida ideal e o valor que damos as coisas. Numa tribo, a CASA é um símbolo de participação coletiva e, esta  identidade coletiva, é manifestada nos objetos e artefatos produzidos a partir dos materiais disponíveis no local, por todos os membros. As casas são construídas pela própria família, que nela depois viverá em acordo com a tradição conhecida e aprendida. 

A casa é então uma expressão cultural de uma comunidade e uma expressão individual dos valores de uma família.

De que forma eu habito a minha casa? Como eu me expresso nela e través dela? O que de mim é CASA?

Existem várias formas de viver em família. E essa diversidade nos formatos de convívio não pára de crescer.

Famílias enormes, casais sem filhos, pessoas vivendo sós, famílias com três gerações, habitantes de uma mesma casa mas que não tem vínculo conjugal ou de parentesco, pessoas que compartilham espaços, entre outros. E dependendo da escolha de cada pessoa, a forma de viver em uma CASA possibilita isolamento ou aproximação entre as pessoas.

Para muito além de ser um lugar onde guardamos os nossos pertences, e que nos abriga das intemperes, para além dos objetos de estimação e lembranças acumuladas, a CASA é o espaço do encontro e acolhimento familiar. É refúgio e proteção. Deveria ser lugar que nos nutre de um sentimento de segurança e conforto, onde podemos ficar a vontade para nos expressar. A CASA guarda a nossa intimidade e dentro dela podemos sonhar e criar um mundo. Casa pode ser canto mas também, encanto.

O Diário do Manual de hoje propõe uma reflexão sobre o habitar: O que nos habita?

Observarmos a nossa moradia como espaço essencial para criação de vínculos e histórias. A CASA não apenas como um espaço físico, mas também como um espaço de construção das nossas histórias e memórias. Um lugar aberto para os relacionamentos, que reflete e expressa o nosso modo de ser e de viver.

Cada CASA abriga suas próprias regras e rotinas diárias.

Quando os habitantes se organizam e interferem no ambiente, criam a sua maneira de conviver e também comunicam a sua identidade, o seu estilo de vida para este espaço. O jeito de morar e de ocupar uma CASA também é expressão. É aí que cada de um nós cria hábitos e costumes. Podemos arriscar dizer que viver é uma arte, enquanto expressão da nossa subjetividade.

Pensar a CASA e percebê-la como processo, produzida pela interação entre as pessoas que moram nela, que estão constantemente em transformação e a transformam. Cada morador traz consigo experiências de vida, gostos, personalidade… e essa mistura vai dando o tom da casa, o tom da convivência que é única no mundo: você junto com quem você considera família. É nesta interação que a sua CASA se transforma em um universo de relações único.

Então, conta pra gente: como é a sua CASA?

Quais os desejos que foram atendidos ali? O que os faz ganhar forma, como vocês nutrem a alegria e a esperança de cada dia, como lidam com as dificuldades, como se organizam para que todos tenham o seu espaço respeitado, como escolhem dispor os objetos, o que tem valor, o que fica a mostra e o que fica guardado? Como a sua rotina pode ser facilitada na cocriação deste espaço e como cada um que habita nesta casa colabora? Todos estão representados na Casa?

A CASA é unidade inserida meio rua, ambiente cidade. É o lugar para onde voltamos ao final do dia, e pode sim se transformar num espaço de constante aprendizado, compartilhamento, criativo e expressivo, sempre em relação.

Na nossa CASA estabelecemos as primeiras interações de cuidado e afeto, desenvolvemos o sentimento de pertencimento e de apropriação. E nela, em suas diferentes versões, seguiremos ao longo da vida, transformando e nos transformando.

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