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Casa das Caldeiras

Casa das Caldeiras um patrimônio cultural

arte, território, patrimônio. e agora pessoas.

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Diário do Manual #17

Diário do Manual #17

Percebendo e Re-significando o Território

VIVER E CONVIVER NA CIDADE
 
Muito se fala a respeito da cidade como um território importante para o aprendizado, a convivência e a formação de cidadãos. 
 
Viver e conviver, desde a primeira infância, numa cidade amigável, que promova experiências para além dos serviços básicos (educação, saúde e saneamento), permeada de cultura e que ofereça meios para que melhores cidadãos se formem no futuro, é questão vital. Onde as pessoas participem ativamente no uso e organização do seu meio, co-criando cultura, convivência e novas formas possíveis de interagir com respeito as diferenças. Espaço de encontro e de inclusão onde se desenvolva capacidade de diálogo, para a formação de composições que deem conta dos conflitos. A cidade em si é o lugar do encontro e do conflito, precisamos urgentemente melhorar nossas capacidades para construir relações mais saudáveis.
 
Para Milton Santos, o território usado se constitui em uma categoria essencial para a elaboração sobre o futuro. O uso do território se dá pela dinâmica dos lugares. O lugar é proposto por ele como sendo o espaço do acontecer solidário. Estas solidariedades definem usos e geram valores de múltiplas naturezas: culturais, antropológicos, econômicos, sociais, financeiros, para citar alguns. Mas as solidariedades pressupõem coexistências, logo pressupõem o espaço geográfico.
 
Sabemos que as nossas cidades ainda precisam avançar muito no que diz respeito a participação social de seus cidadãos, melhorar seus canais de comunicação para que as pessoas não somente acessem as informações, mas também sejam capazes de interpreta-las, para poder usufruir de tudo que está disponível. As cidades deveriam oferecer novas formas de se viver e conviver em família e em comunidade. Questões de segurança, acessibilidade, mobilidade, falta de estruturas, entre outras, são questões que muitas vezes nos impossibilitam de explorar o território e melhor aproveitá-lo.
 
Nós produzimos diariamente esta cidade que vivemos, somos nós os responsáveis pelas relações que tecemos no território. É preciso um olhar atento, observar verdadeiramente ao redor, refletir sobre os nossos hábitos e práticas, desejar ir além e então enxergar outras possibilidades de convívio e de troca nos espaços públicos. 
 
Pense um pouco: talvez, no seu bairro exista algum espacinho ocioso, que possa ser ressignificado e aproveitado para uma atividade em família, um pic-nic coletivo, um dia de brincadeiras com as crianças, um encontro bacana entre os jovens do bairro. Durante as nossas Vivências Família-Ação, exercitamos também o olhar sobre o território, convidamos as famílias a olharem o seu bairro e sua vizinhança com outras lentes, outros filtros, sem filtros... experimentamos com as famílias uma atuação diferente na sua vizinhança, e logo todos percebem a importância desta experiência, que nos convoca a encontrar tesouros num espaço que aparentemente já estava dado e conhecido. 
 
Como é possível construir novas relações com a vizinhança e iniciar processos de cuidado e colaboração mútua? 
 
Queremos uma cidade que nos acolha, que nos permita sonhar ir além e desfrutar com liberdade de seus espaços, em harmonia. Quanto mais prestamos atenção e ocupamos os espaços públicos, mais avançamos nessa direção: que tal encontrar espaços de brincadeira, levar as crianças para uma volta pelo bairro, ver tudo de novo e novo, renovando as relações com a vizinhança. As crianças são mais livres e curiosas, elas costumam subverter o uso das coisas para descobrir e aprender. Não somente as crianças, mas também nós melhor aprendemos com experiências divertidas. 
 
Em alguns grupos percebemos que basta iniciar uma caminhada com as amigas, para que as pessoas observem e percebam detalhes de sua vizinhança que estavam desapercebidos. Perceber o ciclo da vida, árvores cheias de flores, árvores que perdem suas folhas com a chegada do outono, um banquinho charmoso e convidativo para uma pausa. Vale prestar atenção no comércio local, naquele mercadinho antigo, com o vendedor simpático e conversador. Cada pessoa com a sua percepção, com o seu jeito, desenvolve novas relações a partir das próprias experiências e dos seus afetos. São muitas as alternativas possíveis, todas elas capazes de criar e renovar os vínculos com o meio em que você vive! 
 
Hoje em dia as crianças sofrem com a falta de espaços para brincar. Que tal tomar a iniciativa e promover encontros em espaços públicos, inaugurando novos locais de brincadeira e de convivência? 
 
Procure se informar com os profissionais da sua região! Converse com os professores das creches e das escolas, administradores de parques, de equipamentos culturais e sociais da sua cidade, igrejas, entre outros. Com flexibilidade e criatividade, podemos juntos criar momentos bacanas e significativos, momentos para guardar na memória lugares divertidos e gratuitos para o acesso da comunidade! Todos nós ganhamos! 
 
É possível dar uma nova cara para um lugar eventualmente considerado hostil, que sofre com a violência ou com o abandono e contribuir com uma cidade que possua espaços mais humanos, amigáveis e que pertençam aos seus moradores, sem distinção. A cidade pode ser de todos nós, que vivemos nela e que possamos juntos criar melhores e mais espaços de convívio com afeto e com alegria! 

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