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Diário do Manual #14

Diário do Manual #14

O nosso Círculo do Tempo - acessando memórias e construindo histórias

Como cada um sente o tempo? Como cada memória é guardada por nós? Cada dia é único, tanto com relação ao nosso estado de presença, a nossa consciência, quanto com relação a como construímos as nossas histórias, como acessamos as nossas memórias e como elas validam o momento presente. 

A PASSAGEM DO TEMPO E AS NOSSAS MEMÓRIAS

Estamos em movimento o tempo todo! Caminhar, falar, silenciar, ouvir... tudo é movimento! E este movimento é o que nos permite construir as nossas histórias de vida, no que imaginamos o Círculo do Tempo no lugar de uma linha do tempo. Isso porque só vivemos o tempo presente, e é no presente que acessamos as nossas memórias, elas nos circundam, algumas nos parecem mais vívidas que outras.

Enfrentamos dificuldades, passamos por momentos de alegria, momentos de aprendizado, sorrimos, choramos. Desta forma, vamos construindo a nossa visão sobre o mundo, sobre nós mesmos e sobre o outro. Tudo isso, constitui a nossa memória. Muitas vezes lembramos de cheiros, sensações, afetos, acontecimentos com muita clareza, outras as lembranças chegam de forma vaga.

"Somos seres com história, construímos nossa identidade através de um processo que mescla as experiências vividas no ambiente e as nossas vivências interiores; assim, somos quem somos porque aprendemos e lembramos. A memória é uma das funções cognitivas mais complexas que a natureza produziu, e as evidências científicas sugerem que o aprendizado de novas informações e o seu armazenamento causam alterações estruturais no sistema nervoso” - A Memória, Carla Dalmaz e Carlos Alexandre Netto

A nossa memória é construída agora por nós. É no agora que eu acesso e construo cada uma das minhas memórias. É através de um estado de presença efetiva, que eu acesso a minha memória e a alimento.

"Há duas maneiras pelas quais o cérebro adquire e armazena informações: memória de procedimento e memória declarativa. Essas duas formas divergem tanto no que diz respeito aos mecanismos cerebrais envolvidos como nas estruturas anatômicas.

A memória de procedimento (também chamada implícita) armazena dados relacionados à aquisição de habilidades mediante a repetição de uma atividade que segue sempre o mesmo padrão. Nela se incluem todas as habilidades motoras, sensitivas e intelectuais, bem como toda forma de condicionamento. A capacidade assim adquirida não depende da consciência. Somos capazes de executar tarefas, por vezes complexas, com nosso pensamento voltado para algo completamente diferente. 

Por outro lado, a memória declarativa (também chamada explícita) armazena e evoca informação de fatos e de dados levados ao nosso conhecimento através dos sentidos e de processos internos do cérebro, como associação de dados, dedução e criação de idéias. Esse tipo de memória é levado ao nível consciente através de proposições verbais, imagens, sons etc. A memória declarativa inclui a memória de fatos vivenciados pela pessoa (memória episódica) e de informações adquiridas pela transmissão do saber de forma escrita, visual e sonora (memória semântica)". - Memória, Dr. Roberto Godoy 

A memória do que vivemos contribui para a nossa formação como cidadão no mundo, para a educação, para a efetividade dos direitos humanos, para a construção das relações com quem está próximo e num plano maior, para a construção de uma sociedade. É por meio das nossas experiências, das vivências, sempre permeadas de emoções e significados, que aprendemos e desenvolvemos nossas habilidades para a vida.

Nesse sentido, lugares de memória são fundamentais! Através do resgate de memórias individuais e coletivas é possível promover ações muito positivas! Aprender com as próprias experiências e com as experiências do outro, ou do coletivo. Valorizar a identidade de cada pessoa e da comunidade, fortalecer a sensação de pertencimento ao local em que vivemos e as relações construídas.

Conhecer e interagir com as pessoas, com suas histórias de vida e suas lutas, é muito importante! Desta forma, entendemos que cada pessoa tem uma identidade: eu pertenço a algo, isso tem uma história e me dá sentido de existência. E é desta forma que conseguimos perceber cada conquista. A minha casa foi uma conquista, a minha rua que agora tem asfalto, foi uma conquista, a escola onde eu estudo foi uma conquista, o meu trabalho foi uma conquista, enfrentar aquele período difícil da vida e superá-lo, foi uma conquista. Tudo isso é fruto de experiências anteriores e a memória contribui com o empoderamento. É importante relembrar para valorizar as experiências!

Escutar histórias e ao outro também desperta a nossa memória. Como é importante o ato de contar as histórias, mantendo-as vivas e presentes! A empatia aparece porque ao escutarmos o que o outro viveu, ativamos nossas memórias e nos reconhecemos, nos conectamos com essas histórias. Como eu escuto o outro, como eu conto e reconto a minha história?

Não importa a forma que você utiliza para registrar suas memórias e a passagem do tempo em sua vida. Se guarda consigo, se é através de fotos, de documentos, escrevendo, se é através das redes sociais. O importante é que você valorize a sua história e tenha sensibilidade para valorizar a história do outro. Podemos aprender muito juntos! Valorizar a memória é fortalecer o nosso aprendizado.

Que tal experimentar algumas ações para manter viva a sua memória e a do seu núcleo familiar? É legal passear por lugares marcantes no seu bairro, conversar com a sua vizinhança, conhecer as histórias de quem está próximo a você, promover encontros familiares, durante um almoço por exemplo, relembrar a superação de dificuldades, as conquistas da família.  

Vamos perceber o nosso movimento de vida, o movimento de vida do outro e usar tudo isso para seguir em frente da melhor forma possível! Acredite, você pode usar a sua experiência para transformar o meio em que vive! Valorize o que você guarda em sua memória!

Diário do Manual #14

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