Casa das Caldeiras

Casa das Caldeiras um patrimônio cultural que oferece eventos diferenciados.

arte,
território,
patrimônio.
e agora pessoas.

Dia Mundial do Compositor: Depoimento Marcelo Castilha

No dia Mundial do Compositor, compartilhamos com você o depoimento do compositor Marcelo Castilha e suas experiências com música na Casa das Caldeiras

Date

Jan 01, Friday

Posted by

Farmer

Dia Mundial do Compositor: Depoimento Marcelo Castilha

 

Dia 15 de janeiro celebramos o Dia Mundial do Compositor. Um dia para homenagear aqueles que expressam sentimentos, ideias e cultura através de letras e melodia. Neste dia não há como não lembrar e agradecer aos grandes nomes que trouxeram sua arte para a Casa, em shows de todos os ritmos, numa diversidade de instrumentos e expressões para ficar na memória.

Por falar desses momentos musicais, gostaríamos de citar o "Projeto Improvisado", uma balada jazz de produção do músico queridíssimo Marcelo Castilha, que a cada edição contava com convidados especiais, de forma a instigar um diálogo, criar junto e permitir que o público de cada artista pudesse conhecer outros trabalhos.

Em depoimento para Caldeiras, Castilha saudosamente comentou sobre o evento, nas palavras dele:

 
"O Improvisado balada jazz nasceu numa época em que São Paulo estava carente de espaços musicais para o jazz. Ele deve ter surgido ao mesmo tempo que o primeiro Jazz nos Fundos, antes dos inúmeros espaços alternativos que surgiriam em seguida: Casa do Núcleo, Serralheria, etc.
 
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Eu tinha formado um trio com o Pedro Ito e um baixista norte-americano Justin Purtill quando estudava na Berklee College of Music, e alguns anos após eu voltar para o Brasil o Pedro estava voltando também. Quando nos reencontramos, começamos a procurar espaços para tocar. Depois de muitas decepções com as casa que haviam na época (confusões de agenda, cancelamentos sem aviso) percebemos que teríamos que procurar outros caminhos.

Quando eu levava meu público para meus shows sempre me incomodava o fato de os preços desses lugares serem muito caros, e os ambientes completamente "esquisitos" para "jovens" que buscavam algo mais do que um bar vazio com bebedores de whisky e fumadores de charuto. Ora, se nós tínhamos o público, a música e os equipamentos de som, qual a necessidade do bar? Foi aí que resolvemos criar o nosso evento.
 
Conhecia um estúdio de ensaio que tinha um segundo andar meio abandonado, ainda em construção, o nome Improvisado veio daí, adaptávamos o espaço da melhor forma possível para poder acolher nosso público, e assim começamos o projeto. Cuidamos da parte do bar (de onde vinha algum dinheirinho para pagar os custos), convidamos nossa amiga Elenira para fazer comidinhas e também artistas para exporem no espaço. Musicalmente tínhamos convidados especiais para cada edição, de forma a sempre instigar um diálogo, criar em conjunto e permitir que o público de cada artista pudesse conhecer outros trabalhos.
 
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Foi um sucesso. Em pouco tempo tínhamos mais de 80 pessoas a cada 15 dias, o que tornou o evento inviável. O espaço ficava entre dois prédios residenciais e, mesmo sendo realizado no sábado de tarde, acabou incomodando os moradores. Ná época o Achiles Luciano, que já participava dos eventos, pintando quadros ao vivo inspirado pela música, sugeriu falar com a Casa das Caldeiras, pois ele já desenvolvia algum trabalho com a casa.
 
Eles acolheram nosso projeto e deram todo o suporte para poder levar o projeto para lá, o que permitiu ampliar muito a coisa. De 80 pessoas passamos para 350 (nos dias mais cheios). Foram mais de 44 edições por onde passaram nomes como: Kiko Dinucci, Marina de la Riva, Bruna Caram, Romulo Fróes, Antonio Loureiro, Verônica Ferriani, Juliana Kehl, Ricardo Herz, Dj Marco, Andreia Dias, Camilo Carrara, Marcelo Pretto, Ricardo Teté, Danilo Moraes, Dani Black, Tó Brandileoni, Jean-Luc Thomas (França), Chloé Cailleton (França), entre outros.

Tivemos exposições, performances de dança contemporânea, instalações interativas, foi um lugar de experimentação e troca artística muito intensa. A medida que o projeto foi crescendo a Casa das Caldeiras foi garantindo uma infraestrutura mais apropriada, como por exemplo, colocando um som profissional com técnico à nossa disposição.
Hoje ainda temos muita satisfação com a saudade que os antigos frequentadores tem do evento."
 
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Nós, da Casa das Caldeiras, ficamos imensamente felizes em fazer parte desta trajetória. E assim, para os que viveram com a gente esses momentos tão especiais, parabenizamos os profissionais que dedicam com amor, concentração, horas de práticas em seus instrumentos para fazerem a diferença em nossa cultura, se expressando através da arte e fazendo parte da memória de muitas pessoas.

Feliz dia mundial do Compositor!

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